terça-feira, 1 de março de 2011

Viagem

Viagem

Se eu pudesse fugia.
Talvez de barco,
ou embarcando em fantasia...
Saltitava pelo mundo
Áustria, Grécia ou Andaluzia.
Na Ásia os cheiros, as pessoas,
em África a música e batuque certo
ritmam o cheiro a maresia...
E o sonho, em trote acelerado,
passava já por malta e depois Veneza
dos canais, espelhando o passado...
Descansa desse trote nas Américas
como pássaro que chegou ao seu destino.
Mas já refeito, migra ainda
para um México, em tudo Espanholado
onde o sonho pára, já cansado...
Amanhece, galopa agora apressado,
desce a costa pela onda que o transporta,
segue a estrela que se dissipa
abafada por uns raios vermelhos, preguiçosos
que me mandam de novo o sonho
para em mim morrer! E ao acordar,
vejo esses mesmos raios que sorriem
coados pela minha janela
de guilhotina...

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