terça-feira, 1 de março de 2011

concerto

Suspenso está tudo o que vejo,
a árvore, a casa, o mar sereno,
a brisa que entra salgada
e o sol alto e pleno.
Suspensa a nuvem que o cobre,
suspenso o mar que se agita.
Cai a folha, cai a árvore
cai a casa e grita,
aflita!
Entram os violinos e os violoncelos,
assobia o vento nos destroços...
Entram as flautas e os oboés,
levantam-se as areias desse vento
e desta comunhão um instrumento...
A flauta toca mágica, e com ela
vem um pássaro que serena.
A casa renasce e sorri,
a árvore levanta-se, preguiçosa
e o mar serena-se de novo em si.
Vem o sol com um piano
que estende de novo a areia,
que aconchega o mar,
que aconchega a casa,
que nos aconchega a nós.
De novo a mágica flauta
tráz a suave brisa...
E toda a orquestra a maresia,
numa comunhão que é poesia!

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